Texto Pastoral: Carlos Cavalcante #6

RECHACE OS PADRÕES ESTABELECIDOS

Os seres humanos passam a vida estabelecendo ou absorvendo padrões ruins a respeito de tudo. E dentre os diversos padrões humanos, a incerteza é um dos atributos da carne mais presentes na vida das pessoas. Qual a cura para este mal? Jesus Cristo, é claro!

A incerteza é um dos padrões humanos que mais impede as ovelhas de evoluírem na vida, de viverem o que Deus estabeleceu e, até mesmo, de alcançarem a manifestação de suas bênçãos.

Muitas vezes as pessoas sabem que são abençoadas, recebem as diretrizes de Deus para que as bênçãos se manifestem, mas por estarem presas aos seus conceitos e padrões carnais estabelecidos (como a incerteza, por exemplo), tais pessoas não dão o primeiro passo e, consequentemente, não alcançam a realização dos sonhos.

Deus honra atitudes positivas e Sua Palavra ensina a usarmos nossa Fé por meio de atitudes: confessar, acreditar, esperar, entre outros.

“Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.” (Provérbios 16:3)

Esqueça os conceitos e os padrões carnais que você mesmo estabeleceu em sua vida: dúvidas, incertezas, medos etc. Receba que você tem o melhor de Deus. Nunca duvide (Hebreus 10:35), pois Deus não é mentiroso como o homem. Ele é fiel!

Para sua meditação: “Uma grande viagem começa com o primeiro passo.”

Usufrua de sua liberdade

Para a liberdade Cristo nos libertou; permaneçam, pois, firmes e não se submetam novamente a um jugo de escravidão.” (Gálatas 5:1)

Ser livre é muito bom! Por isso, uma das coisas que mais me alegram ministerialmente é quando uma ovelha de nosso Ministério, seja pessoalmente, seja pela Internet, se dirige a mim e diz: “Apóstolo, agora debaixo da Graça eu sei o que é ser livre!”. O meu sentimento quando isto acontece é de “dever cumprido”.

Durante anos, assim como muitas pessoas de nosso Ministério, eu fui subjugado pelo sistema religioso. Minha mãe, também enganada pelo legalismo, me impunha uma dura rotina de restrições no meu período de pré-adolescência e adolescência. É bem verdade que ela nunca me proibiu de nada propriamente, mas sempre que eu dizia que queria ir ao cinema, às festas com os amigos da escola ou ouvir “música do mundo”, lá vinha o sermão materno-religioso me dizendo que “Deus não se agradava daquelas atitudes”, que eu deveria ter cuidado com aquelas “coisas do diabo” etc. Assim, eu cresci com aqueles conceitos e me tornei um religioso bem ferrenho. Meu único “pecado” era ouvir “música secular” (nem preciso dizer que eu ouvia escondido e depois ficava tomado pela má consciência).

Depois que a Graça chegou até minha vida, pude passar a usufruir da minha liberdade sem má consciência. Hoje, por exemplo, uso a roupa que desejar, frequento teatro, cinema (aliás, este é um dos meus lazeres preferidos), ouço as músicas que gosto, vou aos shows dos meus artistas preferidos etc., sem ter medo de estar desagradando a Deus. No máximo estarei desagradando a algum líder religioso legalista, mas com isto eu não me importo nem um pouco…

Paulo não queria que a Igreja dos Gálatas se submetesse às obras da Lei e aos falsos irmãos que gostavam de espiar – e julgar – a liberdade dos outros (Gálatas 2:4). Por isso ele escreveu sua carta àquela congregação a fim de que eles acordassem para a maldição que estavam se metendo ao darem ouvidos aos legalistas que invadiram aquela comunidade cristã criada em Graça (Gálatas 1:6).

Apesar de serem livres – pois o preço da liberdade já foi pago –, os filhos de Deus atualmente, assim como os crentes da Galácia, andam submetidos à escravidão do legalismo, presos em mandamentos inúteis, proibições e imposições que nada acrescentam à vida das ovelhas e, por isso, não usufruem de uma vida livre, onde se vive apenas baseado na consciência que a Palavra nos atribui.

Quando nos submetemos ao Alimento Sólido que é o Evangelho da Graça, nós nos isentamos de mandamentos, imposições e proibições, pois passamos a ter as nossas faculdades mentais exercitadas para discernirmos tanto o bem quanto o mal (Hebreus 5:14). Ora, uma vez discernidos, apesar de toda liberdade, saberemos nos portar sem que precisemos de tutores para nos dizer o que fazer ou deixar de fazer.

Para o genuíno filho de Deus, que recebeu a Palavra da Graça e foi transformado por ela, a liberdade traz em seu bojo algo muito importante chamado responsabilidade. Afinal, não obstante sermos totalmente livres para praticarmos o que quisermos (e, acredite, o que quer que façamos não mudará a nossa posição em Cristo), o nosso chamado é para jamais sermos dominados por nenhuma obra negativa:

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei DOMINAR por nenhuma delas.” (1ª Coríntios 6:12)

Assim, podemos e devemos usar de nossa liberdade, mas sem dar ocasião à carne:

“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes pelo amor servi-vos uns aos outros.” (Gálatas 5:13)

Quando usamos de nossa liberdade com boa consciência, estamos valorizando aquilo que Jesus fez por nós. Afinal, como Paulo disse no versículo de abertura deste texto, foi para sermos livres que o Senhor nos libertou. Em outras palavras, Ele nos tornou livres para que pudéssemos usufruir deste bem tão maravilhoso que é a liberdade.

Portanto, meus amados, usem de sua liberdade. Se, por exemplo, você gosta de ter a cor do seu cabelo azul, pinte-o! Se você é maior de idade e deseja fazer aquela linda tatuagem, faça. Se você deseja ouvir a música daquele artista não-cristão, ouça. Quer ir ao cinema, ao teatro ou àquele show musical tão sonhado? Não perca tempo, vá! Enfim, valorize esta bênção tão preciosa chamada LIBERDADE.

O homem espiritual

Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus (…) Mas o que é espiritual discerne bem tudo…” (1ª Coríntios 2:14-15)

Ao contrário do que muitos imaginam, o “homem espiritual” não é aquele que veste roupas diferenciadas, que vai ao monte para orar, que faz jejuns, que mostra aparência de santidade etc. Na verdade, é bem o contrário disso tudo.

É imprescindível entendermos que o genuíno homem espiritual, antes de tudo, é aquele que foi criado espiritualmente desde antes da Criação do mundo e que, posteriormente, veio ser participante de carne e sangue (Hebreus 2:14). Ou seja, o homem espiritual é aquele que o Senhor conheceu de antemão – “…os que dantes conheceu…” (Romanos 8:29) – e que, portanto, possui a natureza espiritual (a natureza de Deus), além da natureza de Adão (carnal).

Há dois tipos de pessoas neste mundo: aqueles que possuem apenas uma natureza (terrena, carnal) e aqueles que, como nós, têm as duas naturezas. Dentro da Doutrina da Graça nós chamamos estes dois grupos de “duas sementes”. Paulo fala deste assunto aos Coríntios:

“Assim também está escrito: o primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Qual o terreno, tais também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais” (1ª Coríntios 15:45-48).

Trocando em miúdos, Paulo está dizendo que o grupo de pessoas que descende apenas da carne são somente terrenos (pois não vieram do céu). Já o segundo grupo são os celestiais (pois vieram do céu). Estes podem ser chamados individualmente de homem espiritual.

Uma vez que nós, celestiais, somos eminentemente espirituais, podemos afirmar que:

1) Obviamente possuímos espírito (também conhecido como “homem interior” – Romanos 7:22).

2) Somos filhos de Deus – conhecidos por Ele desde antes da fundação do mundo, eleitos e predestinados à Salvação (Efésios 1:4-5; Romanos 8:30).

3) Sendo possuidores de espírito e filhos de Deus, nesta Nova Aliança possuímos o Espírito Santo dentro de nós para sempre (1ª Coríntios 3:16)

Segundo o apóstolo dos gentios, o homem natural, isto é, o terreno, que não tem espírito, não compreende as coisas de Deus, pois ele as tem como loucura:

“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1ª Coríntios 2:14)

Como as coisas de Deus só se discernem no âmbito espiritual, apenas aqueles que possuem o homem interior e, consequentemente, o Espírito Santo, podem entendê-las de fato e viver por elas verdadeiramente.

A princípio, lendo esta passagem bíblica, vem à nossa mente as pessoas religiosas que não aceitam o Evangelho da Graça (que, claro, é “coisa de Deus”). Se analisarmos friamente o que Paulo escreveu, chegaremos à conclusão que tais pessoas não passam de seres terrenos, isto é, carnais (filhos da perdição) “fantasiados” de crentes em Cristo. Porém, não podemos nos precipitar, pois uma pessoa pode, sim, nem que seja num primeiro momento, rejeitar a Palavra do Evangelho, mesmo sendo uma ovelha. Como isto pode ser possível? Por meio da cegueira que a religião causa na mente do povo de Deus.

O Senhor jamais colocaria uma venda nos olhos de Seus filhos. Deus endurece apenas aqueles que não são espirituais:

“Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto.” (2ª Coríntios 4:3)

Porém, a religiosidade fecha os olhos de muitos filhos de Deus para que não entendam as coisas do Altíssimo. Isto acontece porque a religião é uma lógica humana, que não precisa do espírito para ser entendida; logo, ela ativa a mente carnal das pessoas, impedindo que a mente espiritual (de Cristo) se manifeste. Por isso que a verdadeira batalha espiritual é contra TODA RELIGIÃO, a fim de que os homens espirituais (os filhos de Deus) possam ter acesso à verdade do Evangelho da Graça de Deus para serem verdadeiramente livres.

Uma boa visão

“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz” (Mateus 6:22)

A grande maioria dos eleitos que compõem o nosso Ministério é formada de pessoas que vieram do sistema religioso: católico, espírita, evangélico etc. E todos esses abençoados, sem exceção, tiveram uma experiência absolutamente transformadora ao terem os seus olhos iluminados pelo verdadeiro Evangelho:

“Tendo iluminados OS OLHOS do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos.” (Efésios 1:18)

Não é por acaso que o nosso slogan é Iluminando os olhos do entendimento. Afinal, a nossa proposta enquanto propagadores do Evangelho genuíno da Graça é exatamente esta: tornar bons os olhos das ovelhas de Deus.

Como vimos no versículo citado acima, a iluminação de nossos olhos é para que saibamos a nossa posição em Cristo, a nossa vocação e as riquezas de nossa herança. Ou seja, só é possível entender estas verdades se tivermos bons olhos, isto é, se nossos olhos espirituais estiverem iluminados pela Graça de Deus.

A má visão dos olhos dos religiosos, especialmente dos cristãos (católicos e evangélicos), vem da cegueira que a Lei de Moisés, o legalismo e as doutrinas de homens causam na percepção do povo. E Paulo, claro, fala do assunto:

“Mas as suas mentes foram endurecidas. Pois até o dia de hoje, na leitura da Antiga Aliança, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido. Contudo até o dia de hoje, sempre que lêem a Moisés, está posto um véu sobre o coração (os olhos espirituais) deles.” (2ª Coríntios 3:14-15)

Esta cegueira espiritual faz com que muitas ovelhas de nosso Pai não saibam os benefícios que o Senhor Jesus Cristo conquistou por nós e, por isso, vivem uma vida literalmente desgraçada, dependente de homens, sem conhecer a sua herança e a sua posição de filhos de Deus predestinados e salvos para sempre.

Segundo as palavras de Jesus de Nazaré, um bom olho ilumina todo o corpo. Em outras palavras, quando nossos olhos são iluminados, eles se tornam bons e toda nossa vida fica repleta de luz! Por este motivo que hoje enxergamos todas as verdades nos textos bíblicos, aprendemos a discernir o bem e o mal (Hebreus 5:14) e aprendemos a descansar no Senhor. Tudo isto graças à nossa boa visão!

Sem a iluminação que Deus atribuiu aos nossos olhos espirituais, nós jamais poderíamos enxergar, por exemplo, o fim do diabo e, com isso, ainda estaríamos por aí lutando com ele, desferindo “golpes no ar” (1ª Coríntios 9:26-27). Também jamais teríamos enxergado a doutrina da predestinação e, certamente, ainda estaríamos por aí impelindo as pessoas a “aceitarem” a Jesus como se pertencer a Deus dependesse da vontade do homem (Romanos 9:15-16). Isto, sem falar que ainda estaríamos nos vendo debaixo do pecado, perdidos, sem salvação, com medo, enfim, presos nas garras da religião.

Gostaria de frisar, especialmente para aqueles que já possuem a revelação da Graça iluminando os seus olhos, que esta luz que a nossa vida possui precisa iluminar o mundo. Não é por acaso que Jesus nos classificou desta maneira:

“Vós sois a luz do mundo…” (Mateus 5:14)

Não podemos esconder a candeia que Deus nos deu, pois esta foi nos dada justamente para que a usemos com o propósito de iluminar os olhos do mundo:

“Disse-lhes mais: Vem porventura a candeia para se meter debaixo do alqueire, ou debaixo da cama? não é antes para se colocar no velador? Porque nada está encoberto senão para ser manifesto; e nada foi escondido senão para vir à luz.” (Marcos 4:21-22)

Amados, o Evangelho precioso da Graça de Deus que estava escondido por causa do véu da religião, e que agora foi novamente revelado aos santos de Deus, precisa ser manifesto a todos, a fim de que também os demais escolhidos do Senhor obtenham uma boa visão e tenham os seus corpos, isto é, as suas vidas totalmente iluminadas. Esta é a vontade de Deus.

O Gólgota e a divisão dos tempos

“Levaram-no, pois, ao lugar do Gólgota, que quer dizer, lugar da Caveira. (…) Então o crucificaram…” (Marcos 15:22-24)

Há quase dois mil anos atrás Jesus de Nazaré subiu à cruz e consumou os séculos (Hebreus 9:26). Ou seja, Ele pôs fim à era de Adão, do diabo e da Lei de Moisés (Romanos 10:4); enfim, o Senhor nos libertou do império das trevas (Colossenses 1:13) e, ao ressuscitar, iniciou, por assim dizer, uma nova era (um novo “aion”): a era eterna da Graça de Deus (o Sétimo Dia) e a Nova Criação.

O lugar onde a cruz do Senhor foi posta chamava-se Gólgota (palavra do aramaico – dialeto usado pelos habitantes do Oriente Médio daquela época – que significa “Caveira”). Este nome foi dado àquele local, que se localizava fora das muralhas da cidade de Jerusalém, porque o monte apresentava uma elevação que se assemelhava a um crânio e era também o local onde muitos condenados à morte foram crucificados.

Como nada na Obra de Deus acontece por acaso, acredito que haja um simbolismo bem interessante neste local onde Jesus expirou. Afinal, não obstante a vitória definitiva sobre a morte ter acontecido na ressurreição, o que aconteceu na cruz foi o primeiro “golpe fatal” que a morte recebeu. Se observarmos bem, a morte começou a ser vencida no principal local que a simbolizava naquela época. Em outras palavras, a morte começou a perder seu reinado exatamente onde estava o seu “trono” à época.

Passado o simbolismo já citado, o lugar da Caveira ganhou um novo sentido, a saber, onde antes O FIM (de muitas vidas) imperava, se tornou um lugar de RECOMEÇO, pois na cruz Jesus aniquilou o velho aion e, após Seu falecimento, o relógio da Criação marcou o primeiro segundo do Sétimo Dia. Como Paulo disse:

“…tudo se fez novo.” (2ª Coríntios 5:17)

Infelizmente, muitos ainda não compreendem a grandiosidade desta frase dita por Paulo. As pessoas que estão envolvidas com as religiões ditas cristãs ainda vivem como se nada tivesse sido renovado. E, assim, vivem ativando em suas vidas as coisas que faziam parte do antigo aion. Com isso, não são poucos os que ainda cultivam pensamentos totalmente baseados na Antiga Aliança.

Recentemente nosso abençoado irmão Paulo Roberto, a convite de um amigo, foi visitar uma denominação tradicional, isto é, “da Lei”. Em certo momento o pregador da noite bradou aos quatro ventos algo assim: “Muitos dizem que o Espírito Santo não sai de nós, mas Ele saía de Davi. Logo, o Espírito pode se retirar de nós também”. Este é um pensamento típico de quem ainda está com a sua mente permeada do Antigo Pacto. Eu não posso acreditar que o Espírito se retira de nós atualmente baseando-me naquilo que acontecia na Antiga Aliança (Aliança esta que o rei Davi estava submetido), pois neste Novo Pacto o Espírito Santo habita em nós. Ele não faz mais faz “visitas”. Quando alguém afirma algo como este pregador declarou, é porque não entendeu que na cruz tudo mudou. Tudo que fazia parte do “tempo antigo” (período anterior à cruz) já passou – “As coisas velhas já passaram…” (2ª Coríntios 5:17)

A partir da Obra realizada no Gólgota, o renovo se tornou uma grande realidade. E Jesus Cristo Ressuscitado é o primeiro elemento da Nova Criação que foi inaugurada na ressurreição:

(Jesus) é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a Criação.” (Colossenses 1:15)

No Gólgota Jesus dividiu os tempos, pondo fim a uma era de maldições, incertezas e medo; Ele nos abriu as portas do Novo e Vivo Caminho que é a Nova Aliança e nos trouxe de volta para o Reino. E assim como na visão de Ezequiel, onde um lugar de mortos se tornou um lugar cheio de vida (Ezequiel 37:1-10), o lugar da Caveira, onde Cristo foi morto, se tornou um lugar de renovo para toda a Criação.

Exaltar e viver a Graça de Deus por meio do Evangelho genuíno do Novo Pacto é reconhecer a perfeição desta Obra maravilhosa feita por Cristo. Por isso nos esforçamos tanto em levar esta Palavra adiante, a fim de que os eleitos reconheçam o Novo Tempo iniciado a partir do lugar da Caveira.

Cuidado com o que você vê e ouve

“Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão; é preciso fazê-los calar…” (Tito 1:10-11)

Todos sabem que os veículos de comunicação imperam no mundo impondo seus conceitos e, por conseguinte, capturam aqueles que têm a mente vazia (que, como crianças, se deixam levar facilmente). As pessoas hoje em dia acreditam mais no que veem e no que ouvem, em vez de buscarem suas próprias conclusões. Muito é falado e pouco é provado. Muito erro é ensinado, mas poucos questionam. Por que tudo isso ocorre?

Alguns dias atrás pude ver um debate sobre a predestinação na TV. Imediatamente pude perceber que os “debatedores” eram três “pastores” contrários ao assunto abordado, e não havia nenhum em defesa. As parciais da pergunta (“Você acredita em predestinação?”) eram de 30% “Sim” e 70% “Não”. Observei também que havia participação por e-mail e telefone, mas os e-mails não foram lidos; e ao tentar ligar, percebi que o telefone sempre dava um toque e ficava mudo. Ou seja, eu e muitos que conhecemos a Palavra da Graça não tivemos como defendê-la. Parecia, realmente, tudo armado para que o entendimento do livre-arbítrio “vencesse”. Será que esses “pastores” nunca leram Efésios capítulo 1, os capítulos 8 e 9 de Romanos ou, quem sabe, João 10:26?

Irmãos, este é o sistema maligno que temos que calar, pois estão pervertendo o Evangelho de Cristo com suas mentiras, destruindo sonhos, tirando a exaltação devida ao Senhor e ampliando seus bens por meio de sugar as finanças das ovelhas. Enfim, eles fingem conhecer e servir a Deus, mas estão preocupados somente com os seus próprios ventres (recomendo que leiam Tito 1:10-16).

O peso do Ministério*

Pois, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, porque me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1ª Coríntios 9:16)

Hoje eu entendo perfeitamente o que o apóstolo Paulo quis dizer neste versículo que abre o texto. Afinal, quando nós iniciamos o nosso trabalho ministerial, no dia vinte e quatro de julho do ano de dois mil e cinco, confesso que não tinha a exata noção do que representava pregar o Evangelho da Graça. É obvio que eu já imaginava as perseguições que sofreria (pois já as sofria no meio das denominações legalistas que pertenci), mas não cogitava que seriam tão grandes, a ponto de sofrer ameaças, ser xingado, ser alvo de calúnias diversas; certa vez uma pessoa mandou um recado dizendo que se me encontrasse na rua me daria um “soco na cara” – coisa que nunca aconteceu, evidentemente, pois os anjos me guardaram. Até o absurdo de um abaixo-assinado circulou no bairro, exigindo a retirada de nosso Ministério da localidade onde se encontra nossa sede (isto só nos mostra como esses religiosos são néscios).

É evidente que nenhuma destas armas forjadas contra o nosso Ministério prosperou (Isaías 54:17). E jamais prosperará, pois quando se levantam contra nós, estão se levantando contra DEUS!

Não tenho nenhuma pretensão de me comparar ao apóstolo Paulo no que se refere ao sofrimento por causa do Evangelho da Graça, mas, como disse no início do texto, hoje posso entender o apóstolo dos gentios, pois, em parte, eu sei o que é sofrer e ser odiado por causa do nome de Jesus Cristo Ressuscitado, já que até parte de minha família me odeia e até me deseja o mal por causa do Evangelho que prego. Na verdade, eu fico feliz com tudo isto, pois é mais um galardão que me está garantido:

“Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.” (Mateus 5:12-13)

Se nós não encararmos a pregação do Evangelho da Graça como uma obrigação (1ª Coríntios 9:16), sempre seremos tentados a abandonar a Obra. Isto se dá, porque o peso do Ministério genuíno da Nova Aliança é muito grande. Não são poucos – que eu conheço ou ouvi falar – que já abandonaram o ministério em Graça e retornaram para a visão legalista ou deixaram de ter qualquer contato com o mundo eclesiástico. Não me cabe julgar as atitudes daqueles que abandonaram a Obra da Graça de Deus; mas lamentar, eu posso. E muito.

Nestes seis anos já enfrentamos muitas batalhas. E, para glória de Deus, saímos vitoriosos em todas! (2ª Coríntios 2:14) Muitas experiências o Senhor já permitiu que tivéssemos; coisas que à época não entendíamos os motivos, mas que hoje sabemos que fizeram parte de nosso crescimento como um Ministério representante do Evangelho da Graça. O que muito me alegra também é que, graças a Deus, o nosso Evangelho não é apresentado apenas em palavras, mas também em poder:

“Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder…” (1ª Tessalonicenses 1:5)

Muitas foram as bênçãos já alcançadas por nossos irmãos. Grandes testemunhos temos recebido do poder do Evangelho da Graça na vida dos abençoados que estão submetidos a esta Verdade. E isto porque o ensino da Graça de Deus ativa a Fé e, consequentemente, a confissão nos lábios dos eleitos de Deus, que aprendem a chamar à existência seus sonhos, descansar e esperar no Senhor.

O peso do Ministério é bem grande, mas os júbilos compensam. E uma das maiores alegrias que o Pai me proporcionou por meio do Ministério foi a formação desta verdadeira família que é a nossa Igreja – e não só os que fazem parte fisicamente de nossa congregação sede, mas também os outros tantos amados irmãos que são um espírito conosco e que caminham ao nosso lado nos quatro cantos deste planeta Terra por meio da Internet. Nunca me canso de agradecer a Deus por ter me concedido a alegria de conhecer pessoas tão preciosas! Vocês, meus amados irmãos, são verdadeiras ovelhas de Deus que amam a Palavra da Graça e que estão ao meu lado nesta grande batalha espiritual que é a propagação do Evangelho. Dou glórias ao Espírito Santo pelas pessoas que Ele levantou neste Ministério, a fim de que esta Obra seja bem-sucedida. Saibam que, sem vocês ao meu lado, nada disso seria possível! Vocês são verdadeiramente uns abençoados!

Recebo, para todos nós, muitos anos ainda de Ministério, em pleno crescimento, com infinitas manifestações de bênçãos, com toda ministração angelical e provisão de Deus. E, claro, acima de tudo, com inúmeras vidas libertas em nome de Jesus Cristo Ressuscitado!


* Texto escrito para o Boletim Comemorativo de seis anos de Ministério.

O Capacete da Salvação

Tomai também o capacete da Salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.” (Efésios 6:17)

Nós já ensinamos algumas vezes em nosso Ministério que a Salvação conquistada na cruz do Calvário se manifesta de maneira diferente nos elementos que compõem os filhos de Deus (espírito, alma e corpo). Inclusive, há em nosso rol de mensagens gravadas a que tem por tema: “Três atos da Salvação” – mensagem de número 269, que pode ser ouvida através de nosso site. Se você quer saber mais sobre este assunto, recomendo que ouça esta pregação.

O capacete da Salvação é uma referência de Paulo à segunda manifestação da Salvação na vida do povo de Deus: a que ocorre na mente da ovelha quando esta recebe a revelação do Evangelho. Não é por acaso que Paulo, usando a alegoria da armadura de guerra, diz que a Salvação é um capacete: ela protege a mente!

Quando a Palavra da Graça (a única mensagem que pode ser chamada verdadeiramente de Evangelho, pois ressalta os benefícios do Novo Pacto) chega até a vida de uma pessoa, ela traz a Salvação que estava no homem interior (espírito) para a alma da ovelha, trazendo libertação para os pensamentos, pondo ordem ao raciocínio, destruindo as “fortalezas” que aprisionavam a mente da pessoa (2ª Coríntios 10:4), tais como: idolatrias, medo do diabo, medo de Deus, sentimento de culpa, a necessidade de cumprir a Lei de Moisés e o cerimonialismo religioso, obras da carne etc.

A verdadeira batalha espiritual é aquela que travamos contra tudo que seja contrário ao Evangelho, isto é, que seja contrário ao conhecimento de Deus:

“Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo.” (2ª Coríntios 10:3-5)

Ou seja, a nossa batalha é contra todo falso evangelho que as religiões impõem na vida das pessoas. Afinal, toda esta mensagem religiosa é uma altivez que se levantou há séculos atrás contra a Verdade de Deus (e que até hoje ainda engana a muitos).

Em nossa luta diária contra as hostes espirituais da maldade (o sistema religioso) a Salvação de nossa mente é a nossa proteção para que não venhamos sucumbir às mentiras religiosas. Uma vez que fomos verdadeiramente salvos no entendimento pelo Evangelho, jamais seremos atingidos em nossa mente, devido à defesa do capacete protetor da Salvação.

Não obstante o assunto ser a proteção da Salvação em nossa mente, uma guerra não é feita apenas de defesa, mas também, e principalmente, de ataque. Se a Fé é o nosso escudo (Efésios 6:16) e a Salvação é o nosso capacete protetor, qual seria o nosso instrumento de ataque? Segundo Paulo, é a Palavra:

Tomai também o capacete da Salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.” (Efésios 6:17)

A espada é feita para atacar. Logo, podemos entender que a Palavra deve ser usada para “perfurar” e “cortar” todas as falácias criadas por homens desviados da verdade. Para o utilizador de uma espada ser bem sucedido em sua luta, ele deve treinar muito para que possa manejar bem o seu instrumento de guerra:

“Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra (a espada) da verdade.” (2ª Timóteo 2:15)

Com a Salvação garantida em nossa mente (isto é, com o capacete bem colocado), com a Fé sempre ativada (isto é, com o escudo bem posicionado) e estando bem treinados para usarmos bem a Palavra (que é a nossa espada), certamente seremos bem sucedidos quando formos enviados por Deus para libertar as Suas ovelhas do sistema enganador que ainda impera no mundo.

Controle-se!

Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei.” (Gálatas 5:22-23)

Nós, filhos de Deus, somos constituídos de três elementos: o corpo, a alma e o espírito. A nossa alma – onde se concentra o cerne de nossa vontade, a nossa inteligência – pode ser influenciada pelas duas naturezas que temos: a que foi herdada de Adão (a carne) e a que veio de Deus (o espírito). Se uma pessoa é ovelha e está submetida à genuína Palavra de Deus (o Evangelho da Graça), a prevalência em sua alma certamente é a da natureza divina, isto é, do espírito. Afinal, viver em Graça é ser guiado pelo Espírito Santo que, por Sua vez, é um só com o nosso homem interior (1ª Coríntios 6:17). Por outro lado, é evidente que, muitas vezes, a nossa natureza terrena se levanta, lança “dardos” e quer impor a sua vontade transviada da vontade de Deus. Esta verdadeira guerra é relatada por Paulo:

“Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis.” (Gálatas 5:17)

Se em algum momento da vida os tais “dardos inflamados” lançados pela carne nos atingem e nós permitimos que nossa vontade seja influenciada, vamos colher as consequências, mas isto não é o “fim do mundo”. O próprio apóstolo Paulo relata que muitas vezes não conseguia fazer o bem que queria:

“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito, o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. (…) Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo.” (Romanos 8:18-21)

Contudo, este relato de Paulo não é uma desculpa para vivermos de maneira desordenada. O chamado que temos, na verdade, é para combatermos estas influências carnais em nossas vidas. Afinal, uma coisa é, eventualmente, perdermos uma ou outra batalha nesta guerra contra a carne, outra coisa é vivermos constantemente em função das vontades da natureza de Adão, dizendo sim para tudo que ela nos oferece. Esta segunda hipótese não deve fazer parte da vida de um indivíduo, se é que este, de fato, possui o Espírito Santo dentro de si.

O que temos visto no mundo, das mais simples maldades até as piores atrocidades, são frutos da vida desordenada das pessoas. Sem conhecer a Palavra da Graça, uma pessoa não tem subsídios suficientes para controlar a sua natureza humana. Alguém pode até ser uma “pessoa de bem”, mas, por causa da carne, estará sempre apta a cometer diversas coisas inimagináveis. Não poucas vezes ouvimos no noticiário sobre pessoas que cometeram as mais terríveis barbaridades e que eram conhecidas como “pessoas boas, acima de quaisquer suspeitas”.

O que tenho visto muito atualmente são pessoas nervosas, que brigam por qualquer coisa, que xingam no trânsito – pondo em risco as suas próprias vidas e de seus familiares (afinal, não sabemos quem está no outro carro); além disso, há os que bebem desordenadamente destruindo suas vidas e suas famílias, os que têm uma vida sexual desgovernada, os que não controlam a língua e, por isso, sempre estão envolvidos em polêmicas, fofocas e angústias diversas:

“O que guarda a sua boca e a sua língua, guarda das angústias a sua alma.” (Provérbios 21:23)

Enfim, a falta de controle das vontades da carne só traz destruição, tristezas, maldições e morte:

“Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.” (Romanos 8:6)

Quando damos ouvidos ao Espírito que habita em nós e somos guiados por Ele, o Seu fruto é ativado em nossas vidas e, como vimos no versículo que abre este texto, dentre as características do Fruto do Espírito está o domínio próprio. Ou seja, obedeça a Palavra de Deus e o controle de sua vida estará ao seu alcance.

Lembre-se, a vontade de sua alma lhe pertence. Você é quem deve ter o controle de suas faculdades e não a sua natureza humana. Controle-se através da Revelação da Graça de Deus!

A inutilidade dos sacrifícios

Pois misericórdia quero, e não sacrifícios; e o CONHECIMENTO de Deus, mais do que os holocaustos.” (Oséias 6:6)

A ignorância acerca da Graça de Deus leva muitos a perderem o seu precioso tempo com coisas que são absolutamente inúteis para a vida espiritual do povo de Deus nesta Nova Aliança. O que vemos ao longo de séculos de falso cristianismo, são as ovelhas de nosso Senhor desperdiçando seus esforços e dons perpetrando obras que não condizem com a nossa realidade atual de novas criaturas pertencentes ao Reino Eterno de Deus.

Segundo os ensinos de Paulo, o apóstolo pioneiro da Graça de Deus, a Lei (e, claro, suas obras) nunca aperfeiçoou ninguém:

“(Pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma) e desta sorte é introduzida uma melhor esperança (a Graça), pela qual chegamos a Deus.” (Hebreus 7:19)

Este texto deixa claro que as obras da Lei, na prática, nunca fizeram nada pela vida do povo do Senhor, nem mesmo no período anterior à cruz, haja vista que o que se fazia na Lei era uma sombra (símbolo) do verdadeiro benefício que viria com a morte e ressurreição de Jesus Cristo na cruz. Logo, o único e genuíno sacrifício aceitável a Deus foi a Sua própria morte. Nenhum outro esforço que nós realizarmos poderá substituir ou acrescentar algo de positivo à Obra de Cristo ou às nossas próprias vidas.

“Pois com uma ÚNICA OFERTA aperfeiçoou para sempre os santificados.” (Hebreus 10:14)

Quando o apóstolo frisa “uma única oferta”, ele está chamando atenção para a inutilidade de todas as outras oferendas sacrificiais feitas a Deus após a cruz. É como se Paulo dissesse: “Vocês não precisam apresentar mais nenhum sacrifício! Ao oferecer a Sua vida na cruz como oferta perfeita, o Senhor nos aperfeiçoou para sempre!”. Agora eu pergunto: faz sentido, por exemplo, oferecermos jejuns neste Novo Pacto para nos purificar, aperfeiçoar ou para quaisquer que sejam os motivos? Claro que não! O Senhor nos aperfeiçoou PARA SEMPRE com um único sacrifício:

“Que não necessita (…) de oferecer cada dia sacrifícios (…) porque isto fez ele (Jesus), uma vez por todas, quando se ofereceu a si mesmo.” (Hebreus 7:27)

Após evidenciarem estas verdades escritas nos textos da epístola Aos Hebreus, os homens do sistema religioso, ávidos por manterem o povo de Deus ainda preso nos sacrifícios que eles induzem, usam argumentos falaciosos para justificarem seus erros. E um dos mais conhecidos é o que diz que os sacrifícios ditos por Paulo aos hebreus são apenas sacrifícios e holocaustos de animais, e que os demais sacrifícios como jejuns, orações de joelhos com horas pré-marcadas e/ou tempo estabelecido, vigílias, subidas aos montes e outros tipos de duro trato do corpo não estariam inclusos nas ideias descritas por Paulo. Sim, em parte eu concordo. Afinal, é evidente que no contexto específico da carta Aos Hebreus o apóstolo trata do assunto sacrifícios usando como exemplo os holocaustos de animais oferecidos segundo a Lei. Isto, claro, é devido à comparação feita em relação ao sacrifício de Cristo, que se ofereceu a Si mesmo como Cordeiro de Deus na cruz. Entretanto, a abolição dos sacrifícios de animais não nos autoriza a usarmos o nosso corpo em substituição aos sacrifícios oferecidos na Antiga Aliança. E é exatamente isto que o sistema faz, mesmo que de maneira inconsciente. É como se pensassem: “Já que não podemos mais oferecer animais, ofereçamos nossos jejuns, nossas vigílias etc.”

O apóstolo Paulo condenava este duro trato do corpo que os legalistas queriam implantar nas Igrejas:

“Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças (…) As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, como culto de si mesmo (…) e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum…” (Colossenses 2:20-23)

Segundo Paulo, nós devemos oferecer os nossos corpos como sacrifício (não literalmente) apenas para participarmos de um culto racional:

“Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Romanos 12:1)

Está claro que o ÚNICO “sacrifício” que devemos oferecer atualmente é a nossa mente apta a receber a Palavra da Graça de Deus.

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