Cuidado com o que você canta!

Por Juliana Dutra, pastora

Por muito tempo fomos ensinados que as “músicas do mundo” não agradavam a Deus e, por isso, não deveríamos de maneira nenhuma escutá-las e muito menos, cantá-las. Isto é um terrível absurdo! Afinal, muitas melodias que não são voltadas ao público cristão possuem letras maravilhosas que nos fazem refletir sobre a vida sentimental e cotidiana, de tal maneira que nos sentimos como se fôssemos os verdadeiros protagonistas dessas músicas. Algumas remetem a mensagens tão parecidas com a nossa própria história, que ficamos perplexos ao ouvi-las.

Queridos, não há problema algum em ouvirmos músicas não-cristãs que nos trazem boas lembranças e que abrigam em suas palavras mensagens profundas e positivas; o grande dilema é quando colocamos nossos ouvidos à mercê de canções que deturpam a integridade intelectual do ser humano. Por que ouvir, por exemplo, uma porcaria barulhenta que te chama de “cachorra” ou “vagabundo” e, em casos extremos, faz apologia descarada ao sexo imoral e às drogas, se a Palavra diz que nem tudo nos convém? Por isso, há uma grande necessidade em sabermos distinguir o que devemos ouvir. Vocês são livres para ouvirem o que quiser, mas aconselho que escutem músicas que nos façam meditar em coisas positivas.

De outro modo, existem muitas canções gospel que denigrem a imagem de Deus e até mesmo dos Seus filhos. São canções que muitas vezes possuem uma melodia perfeita, uma letra profunda, mas que abrigam palavras que não estão de acordo com o Novo Pacto. Algumas, por exemplo, colocam para o futuro algo que já foi consumado na cruz e que já possuímos, como: Mexe com minha estrutura, sara todas as feridas!; ora, na verdade, Isaías (53:5) já apontava para o que aconteceria na cruz, dizendo:

“Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”

Não devemos julgar apenas músicas não-cristãs. Acreditem se quiser: o problema maior está nas músicas chamadas “gospel”, que insistem – pela falta de conhecimento da Graça de Deus – em expor em suas poesias ritmadas, frases que não estão de acordo com a visão deste Novo Pacto. Por isso, revejam os seus conceitos e, como já disse, ouçam apenas o que lhes faz refletir positivamente, seja música “evangélica” ou não. Assim é, porque assim disse o Senhor!

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Religião: o esterco do mundo

“E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo.” (Filipenses 3:8)

Hoje em dia está na moda declarar-se ateu. Vemos nos meios de comunicação, especialmente na Internet, muitos famosos e até mesmo anônimos proclamarem a sua anti-fé, dizendo que não acreditam em Deus ou em qualquer coisa relativa ao âmbito espiritual. Eu entendo que haja muitos que são, de fato, ateus. Ou seja, são filhos da perdição, também conhecidos como filhos da desobediência (Efésios 5:6), que nasceram para não crerem:

“…vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas.” (João 10:26)

Porém, acredito que haja ovelhas se dizendo ateias devido à maldição da religião.

Com apenas uma pesquisa superficial na história podemos ver a quantidade de males que as religiões causaram (e causam) “em nome de Deus”: guerras, derramamento de sangue, atentados etc. Isto, sem falar de todo o engano que, por meio da religião, tem sido plantado há milênios no coração das pessoas no mundo. Consequentemente, com a facilidade que se tem hoje para obtermos informações, muitas pessoas ficam cientes destes males e, assim, preferem dizer que não creem em Deus, para não terem que se submeter a qualquer que seja a religião.

Quando Paulo se refere às coisas que, após a sua conversão, se tornaram refugo, esterco, ele está falando justamente da religião que ele praticava antes que Cristo iluminasse seus olhos. Veja o contexto do versículo inicial:

“Se bem que eu poderia até confiar na carne. Se algum outro julga poder confiar na carne, ainda mais eu: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei fui fariseu; quanto ao zelo, persegui a igreja; quanto à justiça que há na lei, fui irrepreensível. Mas o que para mim era lucro passei a considerá-lo como perda por amor de Cristo.” (Filipenses 3:4-7)

Pegando uma “carona” no texto de Paulo, afirmo que, de fato, a religião é uma das piores coisas que existem no mundo, ou seja, é um verdadeiro esterco que emporcalha a vida de bilhões de pessoas espalhadas pela Terra.

Algum tempo atrás nós fizemos um novo prospecto de evangelização que em uma de suas frases diz: “O Evangelho e a religião andam em caminhos opostos!”. E esta é uma grande verdade. Ao contrário do que muitos pensam, viver baseado em aparência, observando mandamentos, cumprindo cerimônias – em suma: vivendo de forma religiosa –, não tem nada a ver com o Evangelho. Aliás, Jesus de Nazaré foi muitas vezes atacado justamente porque não cumpria a religião judaica ao pé da letra.

Paulo lutou muito – chegando a se desentender com Pedro – para que a religiosidade vivida pelos judeus antes da cruz não impregnasse as igrejas, especialmente as de origem gentílica:

“Mas, quando vi que não andavam retamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro perante todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como os judeus, como é que obrigas os gentios a viverem como judeus?” (Gálatas 2:14)

É notória a preocupação de Paulo em que a Igreja não vivesse debaixo da religião dos apóstolos da circuncisão. Afinal, este é o propósito do Evangelho: libertar vidas e mantê-las livres. Ao contrário disto, as religiões (evangélica tradicional, pentecostal, católica, espírita, as de origem africana etc.) apenas aprisionam as pessoas em seus dogmas e ordenanças que nada têm a ver a revelação de Deus para o seu povo nesta Nova Aliança.

O Senhor não nos chamou para sermos pessoas religiosas. Ao contrário. Ele nos chamou para sermos totalmente livres (Gálatas 5:1), a fim de servi-lO de todo coração e com inteira certeza de Fé (Hebreus 10:22). Nosso coração deve estar firmado na Graça e não em princípios que as mentes distorcidas dos homens criaram (Hebreus 13:22).

Por Cristiano França, apóstolo
www.abencoados.com

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Um pouco de fermento…

“…Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?” (1ª Coríntios 5:6)

Por menor que seja a quantidade inserida na massa, o fermento sempre influenciará no resultado final do preparo. Na vida é a mesma coisa: todo fermentinho, por mais velado que seja, vai modificar o aspecto da vida em que esteja introduzido.

Devido à simbologia histórico-bíblica, o fermento sempre é citado como algo negativo. No contexto do versículo acima, por exemplo, o fermento era a jactância dos coríntios. Já em outro contexto, a Lei é que é citada por Paulo como um fermento que influenciava negativamente:

“Um pouco de fermento leveda a massa toda.” (Gálatas 5:9)

E o texto desta semana, claro, é sobre este tipo de fermento que também tem levedado quase que a totalidade da Igreja contemporânea.

Se perguntarmos às pessoas que compõem o sistema religioso cristão hoje em dia se elas estão debaixo da Lei, com certeza absoluta a esmagadora maioria dirá que não! De certo modo esta resposta não está errada. Afinal, a Lei teve o seu fim em Cristo (Romanos 10:4) e, após a cruz, realmente nenhuma pessoa está mais debaixo do “tempo da Lei”. Contudo, mesmo não estando mais sob a jurisdição da Lei de Moisés, uma pessoa pode se submeter a ela através do que Paulo chama de Obras da Lei.

Toda prática oriunda do cerimonialismo religioso judaico é uma obra da Lei. As congregações cristãs atualmente, em sua grande maioria, estão recheadas destas obras. Isto se dá por causa da mistura dos pactos (Antigo e Novo) que a Igreja primitiva fazia por influência dos apóstolos da circuncisão (Pedro, Tiago, João etc.) que não romperam totalmente com a Antiga Aliança e as práticas de sua religião anterior à cruz. Com certo orgulho até, vemos alguns anciãos judeus que estavam na casa de Tiago chamando atenção de Paulo para o fato de os outros judeus que criam em Jesus ainda se manterem debaixo da Lei, apesar da cruz:

“…Bem vês, irmãos, quantos milhares há entre os judeus que creem, e TODOS são zelosos da lei.” (Atos 21:20)

Lamentavelmente, esta frase dos amigos de Tiago ainda é atual. Afinal, há milhões de pessoas que creem em Jesus, mas, assim como os judeus da época de Paulo, ainda são zelosas das práticas da era mosaica.

As pessoas hoje em dia dizem que estão debaixo da Graça, porque não cumprem a totalidade da Lei. Porém, no âmago de suas congregações há fermentos, tais como: jejuns, observância aos sábados, Festa dos Tabernáculos, Páscoa/Festa dos Ázimos (“Santa Ceia”), dízimos, abluções (batismos), uso da frase “Deus te abençoe” etc. Ora, um pouco de fermento leveda a massa toda. Se uma congregação diz estar em Graça, e até defende pontos doutrinários do Evangelho genuíno, mas pratica obras judaizantes – uma que seja –, esta igreja está debaixo da Lei.

Se praticarmos um dos requisitos apenas, estaremos obrigados a cumprir todos; caso contrário, estaremos debaixo de condenação por estarmos transgredindo os demais mandamentos:

“E de novo testifico a todo homem que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar TODA a lei.” (Gálatas 5:3)

Neste texto podemos substituir a circuncisão por qualquer outra prática da Lei. Por exemplo: “todo homem que se deixa jejuar, “todo homem que se deixa guardar o sábado etc.

O chamado da Igreja neste Novo Pacto é para abandonar as práticas judaizantes. Não devemos, sequer, ter uma “poeirinha” deste fermento maldito em nosso meio. Devemos ter, sim, os aspectos positivos da Lei em nossos corações, pois esta é a promessa de Deus:

“Este é o pacto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: ‘Porei as minhas leis em seus corações, e as escreverei em seu entendimento’…” (Hebreus 10:16)

Mas as Obras da Lei (o cerimonialismo judaico) e todo o entendimento do Antigo Pacto devem estar totalmente afastados do cotidiano da Igreja, a fim de que a mesma frutifique para Deus (Romanos 7:1-4).

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Evangelho da Graça: um filtro perfeito

Examinai tudo: retende o que é bom.” (1ª Tessalonicenses 5:21)

pregandoJá me perguntaram diversas vezes se a Bíblia toda serve para nós. Através do entendimento do Evangelho da Graça podemos afirmar, sem medo, que NÃO. Várias pessoas já se escandalizaram com esta resposta, mas basta um pouco de boa vontade e raciocínio para que não estranhemos esta verdade.

O apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios nos revela que o Velho Pacto já foi abolido:

“mas o entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do Velho Pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido.” (2ª Coríntios 3:14)

Ora, se o Velho Pacto foi abolido, é óbvio que Ele não serve para nós como condutor e fonte de doutrinas. Por outro lado, é evidente que, com os olhos iluminados pelo Evangelho, nós podemos entrar no Velho Testamento e retirar boas coisas para nós; mas o fato é que nem tudo no Antigo Pacto presta para nossas vidas (na verdade a grande maioria das coisas não serve). Só com este exemplo, concluímos que não é nenhum absurdo afirmarmos que a Palavra de Deus para nós neste Novo Pacto não está na totalidade da Bíblia. 

Muitos podem estar se perguntando agora: “Se nem toda a Bíblia convém para mim, como vou saber o que serve e o que não serve?”. Como lemos no versículo inicial deste texto, o apóstolo Paulo ensina a observarmos todas as coisas, mas reter apenas o que serve, ou seja, “o que é bom”. Quando Paulo fala em “reter”, ele está se referindo a um filtro, ou seja, a algo que deixe passar o que não serve e retenha o que interessa e nos seja positivo.

Para sabermos o que está direcionado da parte de Deus para nós na Bíblia, precisamos conhecer um pouco a história de Paulo, o apóstolo dos gentios.

O Senhor Deus tinha um plano de incluir os gentios na Salvação do Evangelho, já que, como sabemos, os não-judeus haviam sido predestinados para isto (Efésios 1:4-11). E para que este plano fosse posto em prática, um Evangelho sem qualquer relação com o judaísmo precisava ser apregoado neste Novo Pacto. Este é o Evangelho eterno da Graça, que desde antes da fundação do mundo estava predestinado (1ª Coríntios 2:7) e foi preanunciado a Abraão (Gálatas 3:8).

Algum tempo após a Sua ascensão, Jesus Cristo Ressuscitado separou um apóstolo para que o Evangelho da Graça fosse defendido e anunciado; este era Saulo de Tarso, mais conhecido como Paulo a partir de sua conversão (sobre a Revelação de Paulo vide: Atos 22:13-15; 1ª Coríntios 3:10, 2ª Coríntios 12:1-7; Gálatas 1:11-12). A este apóstolo foi dada a incumbência de propagar o Evangelho da Graça (Atos 20:24). Logo, fica claro que os escritos de Paulo são este “filtro”. Em suma, as Quatorze Epístolas de Paulo – sendo ele o perito arquiteto (1ª Coríntios 3:10) que lançou os fundamentos da compreensão da Nova Aliança – são as aferidoras de medida da Bíblia. Todos os textos bíblicos precisam passar pelo crivo das cartas paulinas, a fim de que elas filtrem o que é bom ou o que é apenas Lei, regras de homens e história.  

Confirmando o que já dissemos até agora, Paulo afirma à igreja dos Gálatas que o ensino que ele havia ministrado era suficiente e que, por isso, eles não precisavam de nenhuma outra “revelação”:

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho (outro ensino, outra revelação) além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.” (Gálatas 1:8-9)

Nós, como Igreja da Nova Aliança, não podemos admitir outro “evangelho” de nenhum outro apóstolo. A base para a vida espiritual do povo de Deus neste Novo Pacto está nas epístolas do apóstolo dos gentios, que são o “filtro perfeito” que usamos para reter o que é bom da Bíblia para as nossas vidas.

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O Primogênito de toda a Criação

O qual é imagem do Deus invisível, o Primogênito de toda a Criação” (Colossenses 1:15)

Jesus, em Sua manifestação de Criador, gerou todo o Kosmos. Como Paulo disse: “…tudo foi criado por Ele, e para Ele.” (Colossenses 1:16c)

Assim, o Senhor é conhecido como o primeiro de toda a Criação, visto que “…nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades…” (Colossenses 1:16). Foi a partir do Senhor que todas as coisas passaram a existir e é por meio Dele que tudo se mantém.

Com o advento do homem no Sexto Dia da Criação, o pecado (e, por conseguinte, a corrupção, a morte) veio a entrar no mundo:

“…por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte…” (Romanos 5:12)

Assim, houve uma separação entre o Criador e Sua Criação. O ser humano morreu espiritualmente por perder o relacionamento com Deus e contraiu, também, a morte física como consequência de seu pecado. Metaforicamente, o “Sexto Dia” – o período de escuridão espiritual, onde o diabo reinou na Terra, a obra de Adão ainda contaminava a Criação e a Lei de Moisés ainda conduzia e aprisionava o povo de Deus – se estendeu até a cruz, quando o relógio da antiga Criação marcou meia-noite.

Para que o relacionamento com Deus fosse restabelecido, era preciso que uma Nova Criação fosse feita. Deste modo, mais uma vez o Criador entrou em ação: ao ressuscitar, Jesus Cristo marcou o primeiro segundo do Novo Dia (o Sétimo) e, assim, originou uma Criação Nova, sendo Ele mesmo o primeiro elemento (o primogênito) dela. E todos nós que pertencemos a Ele também já somos elementos da Nova Criação, concebida na cruz e inaugurada na ressurreição:

“E Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Por isso daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne; e, ainda que tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos desse modo. Pelo que, se alguém está em Cristo, NOVA CRIATURA É; as coisas velhas já passaram; eis que TUDO SE FEZ NOVO.” (2ª Coríntios 5:15-17)

Muitos acreditam que ser “nova criatura” é converter-se a uma denominação evangélica, batizar-se, tomar “Santa Ceia” e mudar de atitudes (passar a usar roupas aprovadas pela denominação, não beber, não fumar, não ir à praia, não ir ao cinema etc.). Porém, não obstante algumas destas mudanças serem até positivas, o fato é que ser nova criatura não tem nada a ver com mudanças de hábitos, mas sim com fazer parte da Nova Ordem criada por Deus.

Nós, após a morte na cruz, pertencemos Àquele que ressuscitou (ao “Outro” – Romanos 7:4), justamente por que já somos uma Nova Criação. Jesus de Nazaré (segundo a carne) ainda pertencia à antiga Criação exatamente por causa de Sua carne. Porém, ao ressuscitar com um novo corpo, Ele sacramentou o início da última Criação, nova e definitiva, criada a partir desta atual e que se manifestará em toda sua plenitude na ocasião da volta do Senhor Jesus Cristo à Terra.

Jesus Cristo Ressuscitado é o primeiro da ressurreição; aliás, Ele é o primeiro em tudo. Por isso que o apóstolo Paulo afirma:

“Também Ele (…) é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que EM TUDO tenha a preeminência.” (Colossenses 1:18)

Cristo é “…o primogênito entre muitos irmãos.” (Romanos 8:29). Nós somos Seus filhos-irmãos amados e devemos glorificá-lO sempre por Sua Obra restauradora, pela qual nos livrou do império das trevas e nos transportou para o Seu Reino de perfeição e amor.

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Assim na Terra como no Céu

…seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu.” (Mateus 6:10)

Quando Jesus ensinou a oração conhecida como “Pai Nosso” aos judeus, na verdade Ele estava transmitindo uma palavra profética que apontava para benefícios que viriam neste Novo Pacto. E as benesses contidas nesta oração (todas já se manifestaram, diga-se de passagem) já foram tratadas por nós, mas gostaria de relembrar algumas:

1) “Venha o teu Reino”

Vemos muitas pessoas no meio da religião ainda orando o “Pai Nosso”, pedindo que o Reino venha. Com os olhos iluminados, sabemos que este é um pedido que não faz o menor sentido ser feito nesta Nova Aliança, visto que o Reino de Deus já veio.

“E indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. (…) Ele nos libertou do império das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado.” (Mateus 10:7; Colossenses 1:13)

2) “Perdoe as nossas dívidas”

Este é mais um pedido que está obsoleto, pois todo o nosso escrito de dívida já foi cancelado, isto é, perdoado:

“Tendo cancelado o escrito de dívidas que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o inteiramente do meio de nós, encravando-o na cruz; (…) uma vez por todas Se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.” (Colossenses 2:14; Hebreus 9:26)

3) “Não nos deixe cair em tentação”

Resposta neste Novo Pacto: Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o livramento, para que a possais suportar.” (1ª Coríntios 10:13)

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Como pudemos constatar, a palavra profética chamada de “oração do Pai Nosso” é algo que já tem o “Sim” neste Pacto de melhores promessas, estando totalmente cumprida. Neste caso, podemos incluir a súplica: “Seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu. O que significa este pedido? Se observarmos bem, há uma grande revelação nesta frase.

Quem esteve em nosso estudo sobre escatologia (ou assistiu aos vídeos na Internet) sabe que o tal “fim do mundo” apregoado por algumas religiões, especialmente as de origem cristã, não faz o menor sentido. Na verdade, é o contrário: a Palavra aponta para a restauração da Terra (e da Criação como um todo). E para que isto fosse possível, Jesus precisava reconciliar o kosmos, que havia sido desconciliado por meio de Adão. E isto o Senhor fez, ao morrer na cruz do Calvário:

“Pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo (o kosmos)…” (2ª Coríntios 5:19)

Com esta reconciliação, Céus e Terra foram novamente harmonizados por meio de Cristo Jesus, tendo ambos sido convergidos Nele:

“…de fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus como as que estão na Terra.” (Efésios 1:10)

Portanto, a vontade de Deus está feita assim na Terra como no Céu. Ou seja, não há mais diferença ou separação. A Terra hoje é, por assim dizer, um lugar celestial.

Assim como já estamos reconciliados e aguardamos a salvação de nossos corpos, a Terra aguarda ardentemente a sua restauração:

“Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus. (…) na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora.” (Romanos 8:19-22).

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Texto Pastoral: Carlos Cavalcante #7

DOMÍNIO PRÓPRIO: ATIVE-O EM SUA VIDA


“Mas o fruto do Espírito é: (…) o domínio próprio…” (Gálatas 5:22-23)

CARLOS-ÍCONE Uma das qualidades mais magníficas do Fruto do Espírito, sem dúvidas, é o domínio próprio. Mas, para que este benefício do Espírito esteja ativado em nossas vidas, nós temos que desejá-lo!

Às vezes, por acharmos que a nossa natureza real é a que herdamos de Adão, nós a deixamos à vontade para agir e, por isso, vez ou outra nos sobrevém acontecimentos negativos. Porém, é importante que tenhamos em mente que nós somos espíritos que apenas participam de carne e sangue (Hebreus 2:14a); a nossa genuína natureza, portanto, não é a adâmica (a carne), mas, sim, a espiritual herdada de Deus. Assim sendo, o que deve prevalecer em nós é a ativação do homem interior.

Muitos têm seus conceitos, paradigmas, preconceitos, costumes errôneos etc., que muitas vezes são herdados do cotidiano onde vivem e foram criados; e por não conhecerem a Graça de Deus (que é o meio pelo qual o Espírito verdadeiramente é ativado), tais pessoas não aprendem a dominar-se e, assim, estas coisas negativas nunca mudam. Vou dar um exemplo do que estou falando: conheço um homem que se diz ateu. Este só professa palavras negativas, tais como: “não vai dar certo”, “tudo bom e nada presta”, “só acontece comigo”, “não consigo”, “não vai dar” etc. Por diversas vezes tentei alertá-lo sobre a força do que plantamos com nossos lábios. Mas este homem, por dizer que “não crê nestas coisas” e ser “mais vivido” – um típico “sabe tudo” –, nunca me deu ouvidos. Como consequência desta posição, este meu conhecido não consegue viver o melhor.

O domínio próprio deve estar em todas as áreas de nossas vidas, inclusive nas palavras que saem de nossa boca, pois estas são sementes que plantamos em nosso dia-a-dia.

A Predestinação e os versículos isolados

“…e creram todos quantos haviam sido destinados para a vida eterna.” (Atos 13:48)

A importância do contexto para a compreensão de uma mensagem que precisa ser transmitida é imensa, pois algo só será realmente entendido se todo o seu raciocínio for devidamente apresentado. Vejamos este exemplo abaixo.

Leia toda esta frase a seguir: “João não gosta de ver pessoas pobres sendo maltratadas pelos que têm grandes e gordas contas bancárias. Ele deseja que essas injustiças que ocorrem com tais pessoas sejam extirpadas da sociedade de uma vez por todas.”

(Agora volte e leia apenas as partes sublinhadas desta mesma frase.)

Percebeu o perigo de isolarmos os textos de seus respectivos contextos? Pois é, eu sempre digo que no meio da religião o ato de isolar versículos é uma verdadeira “arte”. Refiro-me especialmente aos líderes, pois são os responsáveis pelos ensinos nas congregações. Quero, portanto, dedicar este espaço para dirimir algumas dúvidas que surgem em relação à Doutrina da Predestinação devido ao isolamento de certos versículos bíblicos de seus raciocínios originais.

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TEXTO 1) “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça…” (João 3:16)

O sistema religioso diz que este versículo é a “prova” da existência do famigerado livre-arbítrio para Salvação. De fato, se isolarmos este texto de seu contexto (como faz a religião) entenderemos que “todo aquele que nele crê” pode ser qualquer pessoa que queira crer. Porém, vejamos o contexto no mesmo livro:

“Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne (vontade humana; livre arbítrio) nem da vontade do varão, mas de Deus.” (João 1:12-13)

Está claro pelo contexto que não é a vontade humana que prevalece, mas a do Senhor. Isto é, só crê quem Deus quer que creia:

“Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido.” (João 6:65)

E tem mais: “Mas vós não credes porque NÃO SOIS das minhas ovelhas…” (João 10:26). Por meio deste versículo, ainda no contexto do livro de João, vemos que quem não é ovelha não pode crer. Logo, “todo aquele que nele crê” é todo aquele que foi predestinado a crer (ou seja, os eleitos de Deus, as ovelhas); afinal, “…a Fé não é de todos.” (2ª Tessalonicenses 3:2).

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TEXTO 2) “Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que TODOS os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.” (1ª Timóteo 2:3-4)

Estes versículos são clássicos! Quando falamos em Predestinação os defensores do livre-arbítrio logo apresentam esta passagem totalmente isolada de seu contexto. Observemos o que Paulo escreveu logo nos dois versículos anteriores:

“Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; PELOS REIS, e por todos os que estão EM EMINÊNCIA, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;” (1ª Timóteo 2:1-2)

O contexto, como sempre, explica tudo. Quando Paulo se refere a “todos”, ele está dizendo que a Salvação também é para os reis e para as pessoas eminentes* e não apenas para pessoas “comuns”. Assim sendo, está claro que Paulo estava dizendo que a Salvação é para TODOS OS TIPOS de homens, e não para cem por cento da humanidade.

* Eminentes são pessoas que se destacam e/ou são influentes em uma sociedade.

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TEXTO 3) “Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a TODOS os homens.” (Tito 2:11)

Isoladamente este versículo indica que a Doutrina da Predestinação é um erro. Porém, no contexto anterior Paulo instrui os que eram escravos a serem honestos e leais aos seus senhores. Mais uma vez é o caso dos tipos de homens. Como Jesus morreu por todos os tipos de pessoas (reis, plebeus, ricos, pobres, senhores, escravos etc.), Paulo queria ensinar que os senhores também podiam ser despertados para o Evangelho por meio do bom testemunho de seus escravos. Assim, fica claro que este “todos os homens” também não significa cem por cento da humanidade. Até porque, Jesus não morreu por todos, mas por muitos (confira Mateus 26:28).

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TEXTO 4) Eis que hoje eu ponho diante de vós a benção e a maldição.” (Deuteronômio 11:26)

Quando vejo versículos como este sendo usados contra a noção bíblica claríssima da Predestinação, eu confesso que fico na dúvida se a pessoa que os usa está sendo deliberadamente desonesta ou se é, simplesmente, um caso de ingenuidade mesmo. Na maioria das vezes, no entanto, acredito na primeira hipótese.

Falando do texto apresentado acima, é evidente que o contexto sequer passa perto do assunto Salvação Eterna. Quando isolado do todo, este versículo pode ser incluído como referência à falsa doutrina do livre-arbítrio. Afinal, o texto é claro: o Senhor põe o poder de escolha diante do homem. Contudo, que escolha é esta que Deus disponibiliza? O homem, definitivamente, não tem livre-arbítrio para Salvação, mas possui, sim, arbítrio em relação às suas escolhas neste mundo: o que vai comer, qual curso que quer fazer, com quem vai se casar, onde vai morar etc. E as nossas escolhas definem como será a nossa vida. Se obedecermos às direções do Senhor (que nos são reveladas por meio da Palavra), nós seremos bem-sucedidos e teremos nossas bênçãos manifestadas (ou seja, estaremos escolhendo a benção); se, por outro lado, vivermos sendo guiados pela carne, vamos colher consequências ruins (maldição). É disso que o texto fala! Deus, naquela ocasião, deixou a opção aos hebreus: se eles escolhessem a obediência e, consequentemente, largassem as idolatrias, teriam bênçãos manifestadas; caso contrário, sofreriam as sanções de Deus, mas não deixariam de ser o Seu povo eleito (Salmos 89:30-34).

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TEXTO 5) O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se.” (2ª Pedro 3:9)

A maldita doutrina do livre-arbítrio é tão falaciosa e é tão contrária à Palavra de Deus que nem mesmo os apóstolos da circuncisão, com toda cegueira espiritual que lhes era peculiar, ensinaram sobre esta heresia.

Quando Pedro diz “não querendo que ninguém se perca”, sem dúvidas ele está falando dos eleitos, já que, obviamente, o desejo de Deus é que nenhum dos que Ele escolheu se perca (João 10:28; Efésios 1:4-5). Os únicos que se perdem são os filhos da perdição:

“Enquanto eu estava com eles, eu os guardava no teu nome que me deste; e os conservei, e NENHUM deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.” (João 17:12)

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TEXTO 6) Tenho eu algum prazer na morte do ímpio? diz o Senhor Deus. Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?” (Ezequiel 18:23)

É inegável que até hoje existem eleitos de Deus, escolhidos desde antes da fundação do mundo, que ainda vivem em atitudes ímpias. Ou seja, existem ímpios que nascem ímpios (são conhecidos como joio, vasos de desonra, filhos da perdição, filhos da desobediência etc.). Mas, também há ovelhas que, por falta de conhecimento, agem como verdadeiras ímpias. No texto de Ezequiel há um alerta para este tipo de impiedade praticada pelo povo eleito do Altíssimo (no contexto, os hebreus). Deus estava deixando claro que desejava que alguns de Seu povo deixassem a impiedade para viverem. Note o que o versículo diz: “…que se converta dos seus caminhos, e viva?”. Isto é, Deus queria que os de atitude ímpia deixassem a impiedade para que não morressem, pois Ele não sentia prazer em ver o povo morrer prematuramente ou sofrer outras sansões por causa da impiedade. Em suma: este texto nada tem a ver com Salvação Eterna, mas com viver ou morrer neste mundo. Portanto, não pode ser usado para defender a existência de um suposto livre-arbítrio para Salvação.

Evidentemente, existem muitos outros versículos que são isolados de seus contextos pelo sistema religioso e distorcidos para que o entendimento da Predestinação seja negado; mas acredito que os que foram tratados neste estudo sejam os mais utilizados.

Que os defensores do livre-arbítrio humano para Salvação sejam calados (Tito 1:11), a fim de que a Soberania de Deus seja exaltada!

Ap. Cristiano França

Façamos a Obra por amor

“Todas as vossas obras sejam feitas em amor.” (1ª Coríntios 16:14)

Até hoje, por falta de conhecimento, vemos muitas pessoas tentando fazer uma verdadeira barganha com Deus, oferecendo obras sacrificiais tentando “buscar a Salvação”. Por mais que não admitam, este é um fato inegável. Os filhos de Deus, devido aos conceitos criados pela religião, vivem tentando agradar o Senhor por meio de jejuns, subidas aos montes, guardando sábados, vestindo tipos determinados de roupas etc.; coisas que, obviamente, em nenhum momento influenciam positivamente o olhar de Deus a nosso respeito.

Por não conhecer a Predestinação, a maioria não compreende que Deus já se agradava de nós desde antes da fundação do mundo. Ou seja, sequer havia obras de nossa parte e Deus já nos amava:

“(pois não tendo os gêmeos ainda nascido, nem tendo praticado bem ou mal, para que o propósito de Deus segundo a eleição permanecesse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), foi-lhe dito: O maior servirá o menor. Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú.” (Romanos 9:11-13)

Assim, não é por meio de obras que “conquistaremos” o coração de Deus a fim de sermos salvos da ira. Até porque, é por meio de Cristo, e não de nós mesmos, que seremos salvos dela:

“Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. (…) porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Romanos 5:9; 1ª Tessalonicenses 5:9)

Já me perguntaram em muitas ocasiões – algumas vezes de forma até irônica – por que fazemos a Obra, já que nós dizemos que já somos salvos pela Graça. Este tipo de pergunta reflete o que relatei no início deste texto. E o que mais impressiona é como as pessoas se esquecem do maior motivo para se realizar algo, especialmente para Deus: O AMOR.

Paulo disse que todas as nossas obras devem ser feitas em amor. Por quê? Porque não existe outro motivo para fazê-las. Primeiro, claro, por amor e gratidão a Deus, e, em segundo lugar, por amor às ovelhas do Senhor que tanto precisam conhecer a Palavra. É importante frisar ainda que quando o que fazemos não tem como base o amor, a obra torna-se uma grande perda de tempo:

“E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.” (1ª Coríntios 13:2-3).

É imprescindível ressaltar também que as obras que fazemos não têm relação com Obras da Lei. Digo isto, porque alguém poderia argumentar que perpetra cerimônias da Lei por amor a Deus e que isto, de certa forma, validaria suas atitudes. Neste caso, é bom que fique claro: praticar obras cerimoniais da Lei de Moisés, sejam feitas supostamente por amor ou por simples desejo religioso, é pura perda de tempo, sem falar que é altamente prejudicial para a vida de quem se envolve com o véu da Antiga Aliança (confira Gálatas 3:10).

Todas as obras que praticamos no Ministério são do Espírito: evangelizar, louvar a Deus, semear com alegria, servir no diaconato, pregar, ensinar, participar do culto etc.; nada tem a ver, portanto, com a Lei de Moisés ou legalismos em geral. Estas atitudes, sendo espirituais, devem ser feitas puramente em amor e não pensando em “barganhar” com Deus, como a maioria do Seu povo, infelizmente, ainda faz.

Sabemos que existe a promessa dos galardões (recompensas) que Deus há de nos conceder por aquilo que fazemos em Sua Obra:

“Ora, uma só coisa é o que planta e o que rega; e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho.” (1ª Coríntios 3:8)

Porém, nem mesmo isto deve suplantar o amor como sendo a nossa maior motivação para realizarmos o que nos está proposto por Deus.

Texto Pastoral: Carlos Cavalcante #6

RECHACE OS PADRÕES ESTABELECIDOS

Os seres humanos passam a vida estabelecendo ou absorvendo padrões ruins a respeito de tudo. E dentre os diversos padrões humanos, a incerteza é um dos atributos da carne mais presentes na vida das pessoas. Qual a cura para este mal? Jesus Cristo, é claro!

A incerteza é um dos padrões humanos que mais impede as ovelhas de evoluírem na vida, de viverem o que Deus estabeleceu e, até mesmo, de alcançarem a manifestação de suas bênçãos.

Muitas vezes as pessoas sabem que são abençoadas, recebem as diretrizes de Deus para que as bênçãos se manifestem, mas por estarem presas aos seus conceitos e padrões carnais estabelecidos (como a incerteza, por exemplo), tais pessoas não dão o primeiro passo e, consequentemente, não alcançam a realização dos sonhos.

Deus honra atitudes positivas e Sua Palavra ensina a usarmos nossa Fé por meio de atitudes: confessar, acreditar, esperar, entre outros.

“Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.” (Provérbios 16:3)

Esqueça os conceitos e os padrões carnais que você mesmo estabeleceu em sua vida: dúvidas, incertezas, medos etc. Receba que você tem o melhor de Deus. Nunca duvide (Hebreus 10:35), pois Deus não é mentiroso como o homem. Ele é fiel!

Para sua meditação: “Uma grande viagem começa com o primeiro passo.”